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Vivência nos Quilombos Marinhos e Sapé, em Brumadinho

Leia ouvindo ‘Minha Vida é Andar Por Esse País’

A felicidade está nas coisas simples. Tive a certeza disso quando tive a oportunidade de participar da vivência quilombola durante a press trip para Brumadinho. O passeio é organizado pelo De Rolê Por Brumadinho e tinha o intuito de nos mostrar como a cidade, que é conhecida pelos turistas por conta do Inhotim, é muito mais que o instituto.

Família… família…

Começamos essa jornada no Quilombo dos Marinhos, onde vive a Dona Leide, o Seu Cambão e o Rei. Essa família muito especial me ajudou a reforçar que com simplicidade e generosidade fazemos o bem para o próximo, e para nós mesmos. <3

Rei, Dona Leide e Seu Cambão

Rei ao lado dos seus instrumentos

Explico: Rei é musico e por conta da profissão teve a chance de morar em diversas capitais do Brasil. Mas, apesar disso, optou por continuar vivendo no quilombo e levar cultura e empoderamento para as crianças através do projeto Batuquenatividade. A Jana, namorada do Rei, o ajuda nessa missão.

Seu Cambão nos recebeu com um aperto de mão, um abraço e um sorriso largo. Religioso, era possível sentir sua energia boa logo na recepção.

Já a Dona Leide é a matriarca da família. Simpática, porém firme, ela nos contou alguns causos durante o passeio que relato mais a frente.

A visita

Nossa visita começou pelo Quilombo dos Marinhos, uma das quatro comunidades quilombolas de Brumadinho, e onde mora o Rei (e sua família). Após a apresentação do Rei e do seu projeto, almoçamos uma comida caseira e orgânica preparada pela Dona Leide. Fazia parte do menu arroz, macarrão, feijão, angu, frango com ora-pró-nobis, salada, suco de couve e de acerola.

Após a refeição, que estava maravilhosa, fomos a pé até o Quilombo do Sapé. O caminho é um mergulho na história do Brasil. Não posso deixar de citar aqui que em algumas partes do percurso me senti no Brasil colonial, tamanha a desigualdade social. Casas simples, estrada de terra ao lado de um fazenda bela e bem cuidada. Igrejas… nessa hora minha mente me levou as aulas de história que tive sobre Minas e o ciclo do ouro.

 

A caminho do Quilombo do Sapé

Recepção calorosa: almoço preparado por Dona Leide

Mas, apesar da visível desigualdade, me impressionou a positividade das pessoas e a fé. O sorriso sempre no rosto, apesar das dificuldades, e olhar de curiosidade das crianças que fomos encontrando pelo caminho. No passeio, ora ficava mais próximo do Rei para ouvir as histórias, ora ficava para trás observando e sentindo o lugar…

Linha férrea a caminho do Quilombo do Sapé

Frutas colhidas pelo caminho 

Fachada de casa em Brumadinho

Solidariedade e resistência

Na volta do Quilombo do Sapé estávamos cansados fisicamente… Mas, nossos espíritos voltaram renovados. Retornamos a casa do Rei e fomos recebidos com um lanchinho. Por fim, o Rei se apresentou solo e ao lado da mãe. Esse foi um dos momentos mais emocionantes para mim. Com a peneira nas mãos, Dona Leide cantava e jogava o feijão. Seu jeito de cantar me lembrou muito a minha avó, que viveu no interior do Maranhão, e também tinha o hábito de cantar. Emocionada, não segurei as lágrimas diante dessa linda lembrança.

Após a apresentação, conversei um pouco com Dona Leide. No bate-papo, ela falou sobre a “Festa da Colheita”, uma celebração aos alimentos colhidos. Segundo ela, há 37 anos famílias da região passavam necessidades. Então, ela e Seu Cambão tiveram a ideia de reunir o grupo para plantar nas terras dos fazendeiros. Os alimentos colhidos, uma vez ao ano, são divididos entre todos, inclusive os fazendeiros que sedem suas terras, e podem ser usados para consumo próprio ou vendidos. A iniciativa ganhou o nome de “Quem planta e cria tem alegria” e para agradecer e comemorar, todo mês de julho eles realizam uma festa composta por uma missa, apresentações de dança, música e boa comida.

Por fim, comprei alguns itens (dois brincos lindos e um pote de doce de leite caseiro) do Ateliê Pele Preta e conheci a igreja que tem na comunidade.

Serviço. Vivencia no Quilombo. Promovido pelo @derole_por_brumadinho. Contato: Whatsapp: (31) 98646-9064. Valor do passeio: R$ 80 com almoço incluído.

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Confira outros posts sobre Brumadinho:

Brumadinho além de Inhotim: uma viagem pelo interior de Minas Gerais

Inhotim: dicas para conhecer

Restaurante Ponto Gê, comida caseira e gostosa

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O Kari Desbrava foi conhecer Brumadinho e Inhotim a convite dos parceiros: Hostel 70; Hostel Moreira De Rolé Por Brumadinho, Bar Hashtag; Kombozabar; Dom Quixote Snooker Pub; Pub Crawl Brumadinho; o guia Junio Cesar; Prefeitura de Brumadinho, Bruma Vip Turismo e Casa da Horta 53.

Você também pode encontrar mais conteúdo sobre Brumadinho nos sites: Mariana Viaja; ErreiRodas nos Pés; Foco No Mundo Eu Sou a Toa;  Na Estrada com as Minas; Ideias na Mala; e Diário de Turista.

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Beijos,

Kari.

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