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O que ninguém fala sobre morar fora do Brasil | Por Larissa Abreu

Mulher na praia
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Na sessão “relato dos leitores” de hoje vamos conferir o relato da life coach especializada em mudanças e adaptações  Larissa Abreu, que atualmente mora em Portugal. Viajante desde nova, Larissa já conheceu diversos destinos, como Inglaterra e Estados Unidos. No texto, ela aborda um tema que poucas pessoas se preocupam: a adaptação no novo país.

Quer compartilhar seu relato com outros viajantes? Envie um texto contando como foi sua experiência para o e-mail: karidesbrava@gmail.com

“Como brasileira e life coach especializada em mudanças e adaptações, me sinto na obrigação de colocar meu ponto de vista aqui. Lembrem-se, isso é apenas o meu ponto de vista, a minha opinião… O fato é que não existe verdade absoluta para nada nessa vida!Estou percebendo que muitos brasileiros estão fazendo as malas e vindo para Portugal em busca de uma vida melhor.

Desde adolescente, morei em algumas cidades diferentes fora do Brasil tais como Boston, Honolulu (Havaí), Londres e agora Lisboa. Sempre batalhei muito, trabalhei muito desde jovem enquanto minhas amigas do Brasil curtiam a adolescência. Na época a minha realidade era aquela, eu trabalhei como ajudante de garçonete, garçonete, bartender, tive empresa de faxina, fiz eventos, enfim, me lancei como eu podia dentro das minhas possibilidades da época. Aos 16 anos eu já havia conquistado minha idependência financeira. Quem morou ou mora nos EUA, sabe que isso é possível desde que se trabalhe duro, isso não é uma mentira.

Percebo que muita gente acredita que viver fora do Brasil é mais fácil. Bom, vamos lá! Existe sim muito mais facilidade para muitas coisas, por exemplo acesso à bens materiais, educação, saúde, dentre outros.

Acredito que a primeira pergunta que você deve se fazer para saber se está preparado para viver fora é:

Eu estou preparado para perder o que tenho hoje?

Nossa, que pergunta! Muitos podem estar pensando… lá vem mais uma para colocar dificuldade. Mas não, eu não vim aqui escrever e gastar meu tempo nem o seu. Eu vim para apoiar, esclarecer, sei lá! Eu vim porque senti que tinha que vir tentar agregar algo. Muitos pensam apenas no que irão ganhar com a mudança e não percebem que perderão muito também.

Se você é uma pessoa que tem atitude e luta para conquistar seus objetivos, acredito que tenha que vir mesmo! Venha evoluir pessoalmente, profissionalmente, em todos os sentidos. A única coisa que eu quero transmitir é que você passará por transformações fortes e deve estar preparado para isso!

O fato é que cada pessoa tem uma experiência, uma história, e cabe a cada um de nós saber se fazer as malas em busca de melhorias é a melhor opção.

Falando mais sobre Portugal…

Estou aqui há pouco mais de um mês e estou ADORANDO! Aqui se vive bem com menos dinheiro (estou comparando à outras cidades que já vivi). A impressão que tenho é que as pessoas nunca tem pressa aqui. Aquele capitalismo, consumismo e etc que sinto em outros lugares, por aqui, ainda não senti. Óbvio que existem pessoas ambiciosas, mais aceleradas e etc, mas no geral, sinto uma vibe bem mais leve por aqui, sinto uma simplicidade admirável.

A minha condição em Portugal é bem favorável, meu marido tem cidadania portuguesa e nós trabalhamos online, ou seja, não dependemos da renda de um emprego em Portugal. Digo isso porque sei que aqui a remuneração é bem inferior à outros países europeus, motivo pelo qual muitos jovens portugueses se mandam para outros países! Digo isso também porque sei que muitos estão vindo de peito aberto e precisarão da renda de um emprego aqui para viver (creio que 90% dos que estão lendo essa texto).

Muitas pessoas dizem: quero mais qualidade de vida, quero tranquilidade, quero (mil coisas).

Antes de mais nada, é preciso ter muito claro na mente e coração: o que é qualidade de vida para você?

Qualidade de vida para mim é ter tranquilidade, pagar preços justos por produtos/serviços, não ter medo de dirigir por conta da educação/violência do povo, poder viajar com mais facilidade por estar na Europa, conhecer novas culturas e lugares. Isso é qualidade de vida para mim! E isso pode ser diferente para você!

Talvez, qualidade de vida para você seja estar junto à sua família toda semana, poder ver seus pais a hora que quiser, poder tirar todos os documentos como cidadão brasileiro sem empecilhos/restrições, dançar samba no final de semana, ir ao maracanã todo domingo, sei lá! Enfim, quando a gente decide mudar, a gente tem que estar preparado para enfrentar o que a vida vai colocar na nossa frente. A diferença é a forma que se encara tudo isso, se de forma positiva ou negativa.

A dica é: façam suas pesquisas em relação às burocracias, documentos, etc, mas façam também reflexões sobre o que realmente buscam, o que querem… autoconhecimento é muito importante num processo de mudanças e crucial para atingir objetivos.

Se gostaram, me sigam no Instagram e no Facebook, o espaço é inteiramente dedicado à autoconhecimento relacionado à adaptação.

Que o universo envie à vocês tudo que for necessário para a evolução de cada um! Boa sorte no caminho que escolherem!”

***

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Beijos,

Kari.

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0 In Para mulheres/ Relato dos colaboradores

‘Viajar sozinha é perigoso?’ | Por Elma Souza

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Na sessão ‘experiência dos leitores’ vamos conferir o relato da viajante Elma Souza. No texto, a Elma compartilha o que aprendeu nesses 12 anos viajando sozinha.

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“Estou comemorando meus 12 nos de muitas viagens e aventuras. E por isso decidi escrever um texto de muita reflexão a todas as mulheres que tem vontade de cair na estrada sozinhas e, não tem coragem…

NÃO VIAJE SOZINHA, É PERIGOSO!!!!!

Sempre me perguntam se é perigoso uma mulher viajar sozinha… E dizendo a verdade, sim é perigoso! É perigoso viajar sozinha e descobrir o quanto você é mais forte do que imaginava. É perigoso que você descubra que além daqueles noticiários tristes da TV, existem pessoas boas no mundo e que elas são a maioria. É perigoso que você não tenha muito tempo para fazer chapinha, pintar as unhas e trocar de roupa a cada foto e que você pela primeira vez na vida olhe no espelho e se veja ao natural, veja quem você é e que goste disso.

Foto: Arquivo Pessoal

Sabe, viajando sozinha você está exposta a conhecer pessoas do outro lado do mundo com outros costumes, culturas e crenças, com outros idiomas. Viajando sozinha do nada, em dois dias, você se vê amiga dessa pessoa “estranha”. Viajando sozinha você se vê conversando através de sinais, usando tradutor, mas compartilhando de um momento tão feliz e sincero.

É perigoso que você passe a conversar com pessoas com opções sexuais diferentes da sua, com outra religião, outra cor e veja que elas são pessoas como você… E isso vai destruir qualquer preconceito que você tenha na vida.

É perigoso você provar outras comidas, aprender um novo idioma, ouvir outras músicas, ler novos livros, ouvir muitas histórias e aprender em dias o que não aprendeu em anos. É perigoso você conhecer alguém e em uma semana viver uma linda e intensa história de amor, dessas dignas de filme e que você nunca mais esqueça essa pessoa…

Viajando você aprende que amar é liberdade, é deixar ir, é ir também. Se for pra ser, esteja segura que em qualquer lugar do mundo o reencontro acontecerá…

É perigoso passar um tempo com você mesma e aprender a gostar da sua própria companhia, se conhecer melhor, ver a mulher incrível que é e entender o quão grande é seu valor. Depois disso você passa a selecionar mais, se importar menos com certas pessoas e ser mais feliz sozinha ou até acompanhada. 

Foto: Arquivo Pessoal

É perigoso você começar a perceber o que tem valor na sua vida e que tudo que tem valor não se pode comprar… e seu dinheiro passa a valer cada vez menos. Aí então você o ganha para viver e não vive para ganhá-lo.

É perigoso você nunca mais voltar pra casa porque quem viaja disposta a aprender não volta igual, volta outra pessoa, volta melhor… aquela que saiu não volta mais, isso é perigoso…

Tenho vivido perigosamente há 12 anos, viagens de autoconhecimento, desapego. Eu, meus sonhos, minha mochila e minha bike Mary Rose. Meu maior desejo é que eu possa viajar para nunca mais ter uma casa fixa, que minha casa seja o mundo.

Ah, e esse dia ainda irá chegar porque os meus sonhos e desejos são só meus e eu ainda irei realizá-los com Foco e Persistência.”

 

*O relato da Elma foi inicialmente publicado no grupo do Facebook Mulheres Viajantes

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Kari.

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1 In Dicas/ Viagens

Porque e como comecei a viajar

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Leia ouvindo A estrada, do Cidade Negra

Mudar faz parte da vida. Todos nós mudados. Não somos os mesmos que éramos há alguns anos atrás. E ouso dizer que isso é ótimo.

 Apesar de ser uma taurina convicta (se você não entende de horóscopo, taurinos odeiam mudanças rs), aprendi a lidar com mudanças e hoje, entendo que elas são necessárias para amadurecermos e virarmos seres humanos melhores.

E foi graças a essas mudanças que a vida dá que surgiu meu interesse por viagens (que por mais que a vida mude, e eu compreenda melhor isso, torço muito para que essa minha vontade de viajar nunca passe kkkk). Surgiu como algo natural, sem modismos.

Sempre tive muita vontade de viver. Curiosidade é meu segundo nome. Queria saber como as pessoas pensavam, porque tinham tais hábitos, porque eram tão diferentes da minha realidade. Só que a idade e o orçamento não acompanhavam tal gana. Aí a solução que encontrei foi desbravar minha própria cidade. Cidade essa tão partida, com modos tão diferentes de se viver dentro de um território tão pequeno. Mas que ao mesmo tempo parecia caber o mundo todinho nela.

Até que comecei a trabalhar, ganhar meu suado dinheirinho e conhecer somente o Rio de Janeiro já não bastava. O mundo é muito maior que o RJ e eu precisava descobrir isso com meus próprios olhos.

O fato de ser nova, de ainda não ter casado, de ainda não ter filhos e ter um salário só pra mim contribuí para que consiga viajar mais. Porém, nessa vida de blogueira conheci tanta gente diferente e que viaja mesmo assim. Gente que viaja sozinho, com o marido, com os filhos, com a família inteira, com os animais, intercalando todas essas formas de viajar. Viajando de forma luxuosa ou de forma mochileira. Foi aí que percebi que viajar é muito mais uma questão de prioridade do que de falta de grana.

Se antes gastava meu dinheiro com comida (olha o lado taurino hahaha) e com besteiras que nem anotava. Hoje guardo minha grana para viagens. Abdico de saídas, de bebedeiras, de passeios no shopping, de roupas para conseguir conhecer um lugar novo.

E foi assim, sem mágica, sem loucuras, sem coisas ilícitas que comecei a viajar mais. Hoje, ainda não conheço nem metade dos lugares que sonho visitar. Mas, já dei os meus primeiros passos. E agora, conhecer todo esse mundão é só questão de tempo.

 

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Beijos,

Kari.

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