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O que os brasileiros podem aprender com os hermanos

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Em tempos de polarização política, fake news e falta de bom senso me lembrei da viagem a Buenos Aires. Explico porquê: durante os dias que passei na capital argentina me chamou a atenção como os portenhos são bem mais politizados se comparado com os brasileiros. Claro que uma semana em um país é muito pouco para se afirmar isso com 100% de certeza. O que pude observar nesse curto espaço de tempo é somente um recorte do que vivenciei durante este período.

Apesar disso, algumas curiosidades me chamaram a atenção e me fizeram concluir isso. Primeiro, que Buenos Aires respira cultura. Há livrarias e teatros por toda a parte. A quantidade desses dois tipos de estabelecimentos realmente impressiona quem vem de fora. Algo que não observo em uma metrópole como o Rio de Janeiro, por exemplo, que viu seus cinemas e teatros de rua desaparecerem com o tempo.

Outro ponto que me chamou atenção foram os protestos que vi. Em cinco dias, observei dois protestos: um contra o FMI e outro pela liberdade do Lula. Durante uma conversa com o guia do city tour noturno promovido pelo blog Aires Buenos, descobri que protestos por aquelas bandas são comuns. “Todo dia me deparo com um”, contou Henderson Moret.

Segundo ele, um dos motivos para os hermanos protestarem tanto está ligado ao que eles sofreram durante a ditadura militar e o fato da capital do país também ser em Buenos Aires. “Quando querem protestar basta ir para frente da Casa Rosada e gritar contra o presidente. Diferente de nós, onde é bem mais difícil se deslocar até Brasília”, relatou.

Por fim, uma história que também aprendi no tour me fez reforçar essa conclusão. Me refiro a história do Teatro Abierto, atual El Picadero. Em 1981, militares realizaram um atentado com bombas incendiárias no teatro em represália a uma montagem feita pelo grupo que se apresentava na casa na época. O curioso e abominável dessa história, é quando o caso aconteceu o incêndio foi colocado na conta dos atores, o que foi desmentido anos depois.

Com todas essas particularidades foi impossível não traçar um paralelo com o que vivemos no Brasil. Após essas observações me perguntei o que poderíamos extrair de aprendizado com a história da Argentina. Como seríamos se a capital do Brasil ainda fosse o Rio de Janeiro ou Salvador? A quem interessa nossa alienação? Será que somos mesmo um povo passivo como querem nos fazer acreditar? Talvez estejamos precisando de uma aula com los hermanos.

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Beijos,

Kari.

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