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Entrevista

4 In Entrevistas/ Viagens

‘Ser uma senhora não está em oposição a desbravar o mundo’, diz Lilian Azevedo do blog Uma Senhora Viagem

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Desde junho venho entrevistando outros blogueiros de viagem. O intuito das entrevistas é trazer novas referências para você que acompanha o blog e mais inspiração, e dicas é claro, de viajantes mais experientes.

Na conversa de hoje, conversaremos com a Lilian Azevedo, autora do blog Uma Senhora Viagem. Nele, a Lilian compartilha relatos dos passeios e as viagens que faz para “inspirar pessoas, em especial àquelas que já passaram dos 50, a viajar”. Vem ver como foi nossa conversa! :)

1- Pra começar o bate-papo, tenho que falar que acho demais o fato de você ser uma senhora e mesmo assim desbravar o mundo. Foi difícil sair da zona de conforto ou viajar sempre fez parte da sua essência?

A minha história de viajante é a seguinte : Na minha infância e adolescência fiz pouquíssimas viagens, meus pais não tinham condições financeiras para isso. Viajei 2 vezes no carnaval para Jaú, interior de São Paulo, e 1 vez para Macaé, sempre para casa de familiares. Por volta dos 14 anos, viajei, algumas vezes, para Itaipava e Itatiaia na casa de amigas. Não sentia falta de viagens, pois viajar não fazia parte do meu universo.

Quando comecei a namorar meu marido, viajar passou a existir como mais um ótimo programa a ser feito por nós dois, além de ir à praia, ao cinema, ao teatro, ao restaurante e à casa de amigos. Meu marido sempre adorou passear pelo Rio e viajar, e eu, imediatamente, passei a curtir. Acampamos, algumas vezes, em Visconde de Mauá e em Arraial do Cabo, nos hospedamos em pousadas e em sítios de amigos, mas o que mais importava era viajar.

Casamos, logo vieram os filhos e continuamos a viajar acompanhados deles e só nós. Com eles fomos para variados destinos. Embora, déssemos preferência aos hotéis fazenda, também ficávamos em pousadas e hotéis. Nossas viagens eram de carro, por conta própria, com a ajuda de guias.

Penso que desbravar o mundo, viajar, conhecer novos lugares e culturas é algo destinado a pessoas, jovens e não jovens, que apreciam ou que desejam conhecer outros lugares e culturas.

Respondendo, então, à sua 1ª pergunta, viajar, para mim, não teve o significado de sair da zona de conforto pois eu não viajava pelas razões acima descritas. Também não foi algo que sempre tenha feito parte da minha essência. 

Na Espanha

Na Espanha

2 – O que você falaria para senhoras que querem viajar, mas tem medo?

O medo é uma emoção fundamental que serve para nos proteger. O que não podemos deixar é que o medo nos paralise. Eu diria pra quem quer viajar mas tem medo, que tente identificar o que causa o medo e, então, busque maneiras de resolver cada uma das coisas que desencadeiam essa emoção. Por exemplo, recentemente eu viajei sozinha para Aracaju e fiquei com medo de sair para jantar sem companhia e de não ter com quem dividir os passeios de buggy. Mas, meu medo não foi maior do que a vontade de viajar. Então, lá fui eu com medo mesmo. No 1º dia fiz um lanche bem no final da tarde e não saí para jantar e no dia do passeio de buggy deixei a timidez de lado, puxei assunto e fiz amizade com 2 senhoras que estavam na condução. Conclusão, tive companhia para o passeio e para jantar e passear nos demais dias.

3- Você imaginava que viraria uma senhora viajante ou se imaginava mais “tradicional”?

Minha 1ª viagem internacional fiz aos 38 anos e só então me dei conta de que o mundo é imenso, que queria conhecer muitos lugares, muitas culturas diferentes, que existem inúmeros tipos de viajantes e que eu poderia ser um deles. Viajo sempre com meu marido e nós somos viajantes simples: não gastamos muito e sempre organizamos nossas viagens por conta própria. Daí em diante, nos sentimos mais confiantes para viajar para fora do Brasil. Hoje, estou com 60 anos, continuo viajando e pensando em mais e mais viagens. Acho que serei sempre uma pessoa apaixonada por viajar.

4 – Dos destinos brasileiros, qual você mais indica para senhoras? E dos destinos internacionais?

Não acredito que exista algum destino nacional ou internacional mais indicado para senhoras. Tenho certeza que existem lugares lindos no Brasil e nos mais diferentes países que encantam quem gosta de viajar. Em qualquer destino tem atividades que são mais o seu perfil e tem outras que você não curte tanto. Na minha experiência já pude observar que tem coisas que eu não gosto e nunca gostei, mesmo quando era jovem. Por exemplo, sempre fui muito medrosa para saltar de paraquedas, voo livre, passeio de buggy com emoção, montanha russa.

Detesto essas atrações radicais, mas já fui à Disney 3 vezes e andei em vários brinquedos. A escolha do destino tem que atender a certos critérios, independente da idade. 

5 -Além de viajar, você também mantem um blog. Como faz para driblar as dificuldades de lidar com os aparatos tecnológicos?

Peço ajuda a outros blogueiros, procuro ajuda em vídeos no youtube e tenho uma professora de informática que me orienta e me ensina várias coisas. 

Com o marido em Cuzco, no Peru

Com o marido em Cuzco, no Peru

7- Qual site mais te ajuda na hora do planejamento das viagens?

Descobri blogs de viagem em 2009 e, desde então, só planejo minhas viagens consultando os blogs de viagem [ 90%], revistas de viagem e, às vezes, também compro guias de viagem. Adoro ler posts, mesmo quando não estou planejando viagem. Tem blogs que oferecem passo a passo, outros que dão dicas econômicas, outros que te inspiram pela forma poética como falam dos lugares visitados, enfim, tem blog para todos os gostos e necessidades.

8 – Como uma viajante experiente, tem alguma coisa que você não poderia deixar de falar?

É fundamental viajar com um seguro de saúde e com os medicamentos que você já está acostumado em caso de dor de cabeça, alergia, mal estar, gripe. Também é importante pesquisar a localização de sua hospedagem, para ter conhecimento sobre segurança.

Não levar mala pesada é outro cuidado. Importante anotar no idioma local o nome de estações de metrô, de cidades e comandos básicos para se comunicar. Organize a viagem de acordo com seu ritmo, mesmo que você esteja seguindo um ótimo roteiro de alguém que já foi para aquele destino.

9 – Seu destino predileto?

Tenho viajado para lugares muito legais e sempre procuro ver as coisas positivas da cidade que estou conhecendo. Mas, sempre tem cidades que te marcam de uma forma especial. No Brasil, amo Búzios, Gramado, Tiradentes, Paraty e Recife. Fora do país, adoro Buenos Aires, Santiago, São Francisco, San Diego, Miami e na Europa adoro qualquer cidade. Vale dizer que eu ainda não conheço muitos lugares, portanto essa lista pode mudar a qualquer momento. 

Em Buenos Aires

Em Buenos Aires

10 – Que recado daria para outras senhoras?

Viajar é construir um patrimônio pessoal, inesquecível e intransferível. Toda viagem acrescenta algo a vida. Você vai uma pessoa e volta outra. Fica tudo registrado na nossa memória e guardado em nosso coração. Venha comigo fazer uma senhora viagem!

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Leia as outras entrevistas:

‘Não é preciso ser rico para viajar’ – Entrevista com Marianne Rangel, do blog Despachadas 

‘Viajar sozinha é uma oportunidade de aprendizado’ – Bate-papo com Mariana Bueno, do blog Mariana Viaja

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Beijos,

Kari.

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4 In Entrevistas/ Felicidade/ Viagens

‘Não é preciso ser rico para viajar. É questão de prioridade’ – Entrevista com Marianne Rangel, do blog Despachadas

Marianne Rangel, do blog despachadas, em Kefalonia, na Grécia

Estreei aqui no blog uma sessão de entrevistas. Já batemos um papo com a Rafaela do canal no Youtube Brasilicans e com a Mariana Bueno, do blog Marina Viaja. E hoje, vamos conversar com a Marianne Rangel do blog Despachadas.

A Marianne desenvolve um trabalho muito bacana, com altas dicas sobre viagens e a venda de roteiros personalizados. Conversamos sobre como surgiu a ideia do blog, dicas de planejamentos, momentos bacanas e nem tão bacanas assim das viagens, e claro, como para viajar mais não é preciso ser rico. Confere só!

O Despachadas tem 9 anos e nasceu de um desejo de compartilhar sua primeira Eurotrip com seus amigos e familiares. O que você aprendeu sobre viagens nesse tempo?

Aprendi que com a internet e planejamento é possível ir a qualquer lugar do mundo! E que não é necessário ser rico para viajar! Tudo é questão de prioridades! Conheci pessoas incríveis e lugares inesquecíveis que valem mais do que qualquer outra coisa que o dinheiro pode comprar!

Ainda tem um destino que é seu sonho de consumo ou já conheceu todos que mais queria?

Sempre tem! Minha listinha só cresce! Hehehe Sonho em conhecer o Japão, Nova Zelândia, ver a Aurora Boreal na Islândia, Finlândia e Noruega, ai.. difícil escolher só um!

Marianne Rangel, do blog despachadas, em Londres

Marianne Rangel, do blog despachadas, em Londres

Tem alguma dica de viagem que você tem que compartilhar com os leitores do blog… Qual?

Uma dica importante (e que nem sempre consigo seguir) é: viaje leve! É bem mais confortável e menos sofrido do que carregar uma mala de 20kg pra cima e pra baixo. Pratique o desapego e organize looks básicos que combinem entre si para evitar excessos.

Outra dica é se panejar com uma certa antecedência! Não precisa ser tanto tempo antes, uns 6 a 4 meses está bom. Organizar uma viagem em cima da hora é certo que pagarão mais caro, tanto em passagens como em hospedagem.

Pra finalizar, se for possível escolher o mês pra viajar nas férias, tente sempre escolher os meses de meia estação, como Abril-Maio e Setembro-Outubro. Claro que, levando em considerações o clima e fenômenos naturais específicos de cada região. Normalmente, pra maioria dos lugares, esse período tem clima mais ameno, tem menos turistas e, por não ser alta temporada, os custos de passagem e hospedagem costumam ser bem mais baixos!

Como ou quais ferramentas você usa para planejar suas viagens?

Uso vários sites no processo de planejamento. Um deles e o primeiro que uso é o google maps, onde marco o trajeto dos países que quero ir e todos os pontos que quero visitar, restaurantes, aeroporto, hotel, estação de trem, e qualquer outra coisa que eu considere importante. Faço isso antes da viagem para me situar no lugar, estudar a cidade e saber distância entre os pontos. E durante a viagem uso o app google maps com todos os pontos marcados, e assim chego facilmente em qualquer lugar!

Para buscar passagens uso os buscadores Skyscanner ou Kayak. Para organizar minha viagem uso o app TripIt, e para buscar os meios de transporte entre as cidades uso o site Rome2Rio. Com esse pacote de ferramentas vou pra qualquer canto do mundo! hehehe

Como surgiu a ideia dos roteiros? Pode aproveitar o espaço e fazer aquela propaganda, rs

A ideia dos Roteiros Personalizados surgiu da tentativa de unir o útil ao agradável. Há 9 anos, desde a minha primeira Eurotrip e criação do blog, eu já fazia roteiros personalizados para as minhas viagens. Quando voltava de viagem, tantas pessoas me pediam dicas e ajuda que eu acabava montando roteiros pra todos. E durante todo esse tempo as pessoas elogiavam meus roteiros e perguntavam quando eu iria abrir a minha agência. Como trabalhava em empresa, fazia como hobby, porque era uma coisa que eu curtia muito! Porém, 9 anos depois, embora fosse bem sucedida profissionalmente, não estava mais feliz no trabalho. Resolvi mudar de empresa, achando que isso iria resolver minha tristeza,mas não. O problema era comigo, com minha realização pessoal. Foi quando decidi transformar meu hobby em profissão. Porque não ganhar dinheiro fazendo o que amo, se é uma coisa que eu sei fazer como ninguém e faço com o maior prazer do mundo? Foi assim que, no final de 2015, surgiu o serviço de Roteiros Personalizados Despachada! 😊 

Marianne Rangel, do blog despachadas, em Punta Del Este

Em Punta Del Este

Lista três lugares que você mais ama no mundo…

Amo tantos lugares no mundo, que é difícil escolher só 3. Mas vou tentar: Sem dúvida o primeiro é Londres, pois foi o primeiro lugar que pisei na Europa. Foi amor à primeira vista! As Ilhas Gregas (qualquer uma hehe) também mexem com meu coração! E pra finalizar, Marrakech. Amei esse lugar, a cultura, as pessoas, tudo tão diferente do que estamos acostumados, que me encantou. Também amei Fernando de Noronha! Deixa 4, vai! hehehe 

Marianne Rangel, do blog Despachadas, em Marrakech

Com um camelo em Marrakech

E três que você não curtiu tanto…

Viajar é sempre tão maravilhoso, que mesmo não amando o lugar, eu gosto só por estar viajando!Mas vou citar os que menos gostei. O que não quer dizer que eu não voltaria! haha Não curti muito Los Angeles. Cheguei de noite e tive uma péssima impressão da cidade. Além disso achei a calçada da fama bem sem graça. Gostei bem mais de Santa Mônica e me arrependi de não ter me hospedado lá. Outra cidade que não é muito meu estilo é Las Vegas. É legal conhecer, mas não curto muito cidades tão artificiais. Gosto de ruelas, história, conhecer cultura, hábitos, comida local… E por último, não que eu não tenha gostado, mas Marbella , na Espanha, foi uma cidade que não me impressionou. É bonitinha e tudo mais, mas é dispensável.

É melhor viajar sozinha, acompanhada de amigos, em casal ou com a família?

Já viajei das 4 formas e cada uma delas é especial! Depende do momento de cada pessoa.

Já passou por alguma situação engraçada durante as viagens? Qual?

Muitas! Vou contar algumas:

– Já viajei 14 horas de ônibus, de Berlim para Praga, ao lado de um senhor polonês que não falava nem uma palavra em inglês. Conversamos durante toda a viagem por mímicas, super nos entendemos, e no final ele me deu um papel com o endereço dele para visitá-lo quando fosse na Polônia!

– Era madrugada em um hostel em Roma, quando acordei com um barulho de água. Acendi minha luz da cama e me deparei com um colega de quarto em pé fazendo xixi na penteadeira.

– Em uma viagem interna pela Europa, de cia low cost, tive que vestir 2 calças, um vestido, 1 blusa, 1 casaco, 2 relógios e 55 pulseiras de uma única vez pra não pagar excesso de bagagem!

Tenho tantas outras que passaria o dia contando aqui! hahaha

Viajar é…

Inspirador, libertador e transformador! É muito mais que apenas visitar pontos turísticos! É se (re)conhecer ou se (re)encontrar! Em qualquer situação da vida, boa ou ruim, viaje! 

Zakybthos, na Grécia

Zakybthos, na Grécia

 

E aí gostou da entrevista? Me conta nos comentários!

Quer ver algum blogueiro sendo entrevistado no Kari Desbrava? Manda sua sugestão para: karidesbrava@gmail.com :)

 

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Ladeira do Castro: Uma galeria a céu aberto em plena Lapa

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Uma ladeira colorida e que chama atenção em meio aos caos da Lapa. É assim que conheci a Ladeira do Castro, uma ruela que liga Santa Teresa a Rua do Riachuelo. Na verdade, o mesmo personagem (o Barbudinho) grafitado em todos os cantos possíveis deste bairro boêmio é que me fizeram olhar para ela.

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Painel do Cazé na Ladeira do Castro Foto: Reprodução/Facebook

Lá estava ele, o Barbudinho, de novo desenhado em um dos muros da Ladeira do Castro. Aí reparei que tinha outro grafiti. E outro. E outro. E vários. Curiosa que sou, fui pesquisar quem era o criador do Barbudinho e aí descobri um maravilhoso trabalho: o da revitalização daquela ladeira esquecida em pleno centro do Rio.

Tal trabalho me fez entrevistar o Fernando Sawaya, ou melhor o  Cazé, criador do personagem Barbudinho e de tantos outros grafites espalhados por aí. Com vocês, um pouquinho dessa arte (que amo <3), da história do Cazé e claro, da Ladeira do Castro.

Kari: Seu trabalho me chamou atenção por estar em muitos muros da Lapa e pelo personagem, conhecido como Barbudinho. O que te inspirou a criar o Barbudinho? É um autorretrato?

Cazé: O Barbudinho surgiu da vontade de apresentar um personagem que fugisse dos padrões estéticos. Começou com um traço bruto, sem olhos e boca. Depois passou a ter expressões faciais. Hoje em dia o personagem é bem parecido comigo. Quase um autorretrato. Porém, não foi proposital. Nunca pensei em fazer um autorretrato, simplesmente nasceu esse personagem. 

Como você começou a grafitar na Lapa? Sempre passo por aqui e vejo seus desenhos nos muros… 

Moro na região Centro-Lapa fazem 5 anos. Desde então vem colorindo os muros da região. 

O seu trabalho na Ladeira do Castro é muito bonito. Como surgiu a ideia de começá-lo? Você se inspirou no Beco do Batman, em São Paulo, para criá-lo? 

O projeto começou em novembro de 2015. Estava pintando o meu primeiro painel de grafite na Ladeira do Castro quando percebi o grande potencial do lugar em se tornar uma Galeria de Arte a Céu Aberto. Logo, foi neste dia que idealizei o projeto que possui o mesmo nome da rua: Ladeira do Castro. Junto com a minha sócia, Luciana Vasconcellos, construí o projeto.

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Alguns dos grafittes feitos por diversos artistas na Ladeira do Castro Fotos: Karilayn Areias

A Ladeira do Castro é uma rua estreita que liga Santa Teresa ao Centro do Rio de Janeiro, bem próxima à Lapa. Parece que ela está escondida entre esses bairros, com a sua estrutura antiga de paralelepípedos, é difícil imaginar a distância que ela percorre. Ela é transversal a rua Riachuelo e termina no Largo dos Guimarães. No meio da ladeira podemos observar o relógio da Central do Brasil.

Atualmente há mais de 70% de muros ocupados por intervenções artísticas – grafites, colagens, painéis de pastilhas cerâmicas, crochê, renda.

O Beco do Batman é uma referência muito conhecida no Brasil, sendo comum as pessoas associarem a Ladeira do Castro ao Beco do Batman. Porém, existem outras galerias de arte a céu aberto no cenário brasileiro. A arte urbana é uma arte democrática presente no espaço público, logo, é natural a construção espontânea de galerias de arte a céu aberto.

Há manutenção dos desenhos? Com que frequência? 

As intervenções artísticas na Ladeira do Castro ainda não tiveram manutenção porque o projeto é recente. A proposta do projeto é que haja constante renovação das intervenções artísticas.

Como você iniciou no graffiti

Amo arte desde pequeno. Comecei desenhando quando criança. Na adolescência descobri o grafite e a cada dia quero aprender mais tipos de arte. Sou um artista versátil… Domina as áreas de grafite, pintura a óleo, ilustração e motion design. Grafito há mais de 15 anos e trabalho como ilustrador há 5.

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Cazé na exposição Som da Lata, na Galeria Upoint, no Beco da Codorna, em Goiânia Foto: Ricardo Pereira/Reprodução Facebook

De lá pra cá, já tive minhas artes exibidas em 11 exposições. Mais recentemente realizei a exposição “Som da Lata” em Goiânia; Também idealizei e produzi a exposição “Onde Leva a Rua”, no Rio de Janeiro além da curadoria e produção da exposição “Mini Graffiti”, no Rio de Janeiro.

Dos graffitis que já criou tem algum que seja seu xodó? Qual?

Gostou muito do mural feito no Beco das Artes, Ilha da Gigoia.

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Grafite feito no Beco das Artes, na Ilha da Gigóia

Como a arte urbana modifica as cidades?

Acredito que a cultura e a educação são dois pilares importantes para o desenvolvimento de uma cidade.

Por trabalhar na rua você deve ter contato com variados tipos de pessoas.  Já teve alguma experiência curiosa?

A abordagem das pessoas é muito positiva. Busco sempre evoluir como pessoa e como artista. Então, tenho um interesse grande em dialogar com as pessoas, em ouvi-las, aprender com todos a minha volta. Gosto de me relacionar com todo mundo.

Um experiência curiosa foi quando estava pintando na Tijuca e ganhei uma caixa de bombom de uma moradora idosa, 20 reais de uma pessoa que passou em frente ao graffiti e uma garrafa de água de um dono do bar próximo. Tudo no mesmo dia.

Qual o seu desejo para o Rio de Janeiro?

Desejo incentivo à cultura e à educação, pois só assim uma cidade deixa de ser partida.

 

Se você quiser acompanhar o trabalho do Cazé pode seguir ele nas redes sociais:

Facebook Cazé: https://www.facebook.com/cazearte/?fref=ts

Facebook Ladeira do Castro: https://www.facebook.com/ladeiradocastro/

Instagram Cazé: https://www.instagram.com/cazearte/?hl=pt-br

Como chegar

Você pode conferir os grafites da Ladeira do Castro por dois caminhos: da Rua do Riachuelo subindo a ladeira ou da Rua Mirante Alexandrino descendo a ladeira.

Leve sua câmera para fotos. E claro, devido a violência do Rio, fique atento com seu equipamento fotográfico. Caso não ache o local seguro, evite andar com ele exposto.

Vocês já conheciam a Ladeira do Castro? Gostaram da entrevista? Me conta nos comentários!

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Se você gostou deste conteúdo compartilhe nas redes socias. 😉

Beijos,

Kari.

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