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Inhotim: dicas do que conhecer

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Bem pertinho de Belo Horizonte, a cerca de 1h30 de carro, está o Instituto Inhotim, um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Com muito verde e muita arte, é claro, é impossível sair de lá com a mesma visão de mundo. Digo isso, pois nosso passeio foi guiado pelo Junio Cesar, um jovem criado no Inhotim e que viu o Instituto se tornar o que ele é hoje.

O Inhotim é gigante e tem um quê meio megalomaníaco. Esses motivos por si só já pedem um guia para você não ficar perdido e acabar o passeio sem ver as principais obras. Porém, se você não entender muito de arte, reforço ainda mais a contratação do guia. Sem ele, é bem capaz que você saia de lá sem entender nada, perdendo assim a chance de compreender o significado de tudo aquilo. 

 As obras

O Inhotim é composto por mais de 100 obras. Abaixo listarei as que mais me chamaram a atenção ou que valem a visita.

Desvio para o vermelho

A sala toda vermelha faz referencia a diversos sentimentos que podem ser expressados como a cor vermelha: paixão, ódio, raiva. No início da obra vemos uma sala toda vermelha. Em seguida caminhamos por uma poça vermelha até uma pia “suja” de líquido vermelho.

A obra é de Cildo Meirelles, que tem outras oito obras expostas em Inhotim: Através, Camelô, Glove Trotter, Inmensa, Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola, Inserções em circuitos ideológicos: Projeto cédula, Zero Cruzeiro, Zero Dollar. 

Beam drop Inhotim

Beam drop Inhotim pode ser traduzido livremente por “queda de viga”. Segundo o guia Junio, um guindaste de 45 metros de altura lançou em uma poça de cimento fresco as 71 vigas que compõem a obra. A ação para mostagem da peça, que é uma recriação de uma obra realizada originalmente em 1984 no Art Park, durou 12 horas.

Para o criador da obra, Chris Burden, cada viga lançada é como se fosse seu corpo caindo e batendo contra a terra.

Ahora juguemos a desaparecer

A obra do Carlos Garaicoa reúne velas que representam edifícios famosos em todo mundo ao lado de imóveis desconhecidos. A vela queimando representa, na visão do artista, uma cidade em guerra, “numa mecânica agonizante entre reconstrução e destruição”. 

Sonic Pavilion

O espaço é um pavilhão de vidro e aço revestido de plástico em que no meio da galeria há um tubo de 202 m de profundidade. Dele é possível ouvir os sons do interior da terra. Dica: fique em silêncio e aproveite os sons e a deslumbrante paisagem. 

Cosmococa 5 Hendrix War

A galeria composta de 5 salas simula a sensação que a cocaína causa no usuário: da euforia a depressão, tudo ao som de Jimi Hendrix. 

Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5

Uma das obras mais famosas do parque, a “Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5” é formada por várias edificações coloridas ao ar livre. A ideia de Hélio Oiticica, que não chegou a ver a obra pronta, era colocar os visitantes em contato com a forma, as cores e os materiais expostos. 

Os murais “Abre a Porta” e “Rodoviária de Brumadinho”

As obras foram idealizadas por John Ahearn e Rigoberto Torres. Nelas, os artistas buscaram representar os trabalhadores e, no caso dos dois murais, os modelos foram escolhidos entre a população de Brumadinho. O mural “Abre a Porta” mostra uma procissão religiosa. Já o mural “Rodoviária de Brumadinho” representa a estação rodoviária de Brumadinho e as pessoas que passam por ela. 

Troca-Troca

A obra de Jarbas Lopes é composta por três fuscas coloridos, com latarias trocadas entre si e representa a ideia de que objetos guardam histórias. No caso, os carros expostos guardariam as lembranças da viagem que o artista fez em 2002 com mais oito amigos do Rio de Janeiro a Curitiba, e, posteriormente, de Belo Horizonte a Brumadinho. 

Ttéia 1C

A obra é composta de grandes instalações com fios metalizados unindo elementos da arquitetura. Neste caso,  o piso é ligado ao teto. A criação é da artista Lygia Pape.

Galeria Claudia Andujar

O espaço reúne 400 fotografias feitas entre 1970 a 2010 por Claudia Andujar. As imagens mostram como é a Amazônia e a vida do povo Yanomami. 

Galeria True Rouge

Inhotim é tão grande que não tivemos tempo de conhecer esta obra de Tunga, a galeria True Rouge. Mas, o edifício onde a obra dele está exposta já chama atenção sozinho. Um imóvel branco no meio de um lago.

Serviço.

Inotim – Avenida Inhotim, Brumadinho – MG. De terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30. Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30. Ingressos: R$ 44 (inteira) | Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita*.

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O Kari Desbrava foi conhecer Brumadinho e Inhotim a convite dos parceiros: Hostel 70; Hostel Moreira De Rolé Por Brumadinho, Bar Hashtag; Kombozabar; Dom Quixote Snooker Pub; Pub Crawl Brumadinho; o guia Junio Cesar; Prefeitura de Brumadinho e Casa da Horta 53.

Você também pode encontra mais conteúdo sobre Brumadinho nos sites: Mariana Viaja; ErreiRodas nos Pés; Foco No Mundo Eu Sou a Toa;  Na Estrada com as Minas; Ideias na Mala; e Diário de Turista.

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Beijos,

Kari.

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