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Carnaval Experience: aprendendo mais sobre o samba

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O Carnaval acontece durante todo o ano. Quem nunca ouviu falar disso? Recentemente, tive a certeza de que para vermos o maior espetáculo da Terra, realmente o trabalho de milhares de pessoas envolvidos nessa indústria não acaba com o anúncio da campeã. Sempre acompanhei Carnaval. Sou daquelas que levanta de madrugada para assistir aos desfiles, que aprende os sambas das escolas que simpatizo, que acompanha a apuração, que estuda a história do samba e acompanha sua evolução. Mas, mesmo assim, é sempre fascinante descobrir como funciona uma agremiação por dentro.

Vivenciei essa experiência através do Tour Carnaval Experience, uma visitação pelo barracão da Grande Rio, a escola mais nova do Grupo Especial, já que tem apenas 39 anos. Mas, o que tem de caçulinha, ela tem de genial. Para começar, o tour tem a renda revertida para o projeto Pimpolhos da Grande Rio, uma escola de samba mirim e ONG que tem o objetivo de promover a inclusão social e educar através da arte, da cultura e do carnaval.

O motivo do tour é nobre. E o que você vai aprender nele também é. Afinal, tô para ver algo tão genial quanto o samba e o Carnaval.

Um mergulho no mundo do samba

O tour começa pelo barracão. No dia em que fomos, ele estava cinza, minguadinho, já que os carros alegóricos ainda eram apenas estruturas. Como bem nos lembrou a nossa guia Cíntia (ou @eu.king) “o barracão é vivo e a todo tempo se transforma”. “Um dia você chega aqui e não tem nada, no outro tá todo colorido”, diz. 

Ela nos conta sobre como acontece a montagem dos carros, fala do aprendizado que temos com os amazonenses que participam do Festival de Parentins e que vem para o Rio de Janeiro para nos ajudar na criação e direção das alegorias. “Eles são bem mais evoluídos que a gente. Como lá são apenas dois competidores, eles acabaram se aperfeiçoando mais nesse quesito e, hoje nos ensinam o conhecimento que adquiriram”, comenta.

Depois subimos para o ateliê. Lá conferirmos uma linha do tempo em que passamos ter a noção de com é feito o cronograma de preparação até o grande dia. Também vemos mais fantasias, como as que foram usadas pela Xuxa, no desfile de 2018 em homenagem a Ivete, e a da Suzana Vieira, na época da novela “Senhora do Destino”. 

Em seguida, somos levadas a uma sala. Toda decorada com a trajetória do ritmo e do Carnaval, nas paredes vemos do Festival Europeu até os moldes do que se tornou essa festa. Também conferimos retratos de Tia Ciata e outros grandes nomes da música brasileira.

Somos apresentadas a dois vídeos, que ilustram, agora através do audiovisual, mais do Carnaval e do projeto Carnaval Experience. Por fim, somos contempladas com mais explicações da King sobre como essa festa evoluiu.

Por fim? Que nada!

Quando a gente pensava que tinha acabado o tour é que veio a surpresa. Fomos levadas para mais um sala com diversas fantasias. Vestimos as peças até que entra a passista Dany Moneríssima, eleita a melhor passista feminina do Estandarte de Ouro, premiação feita pelo jornal O Globo. Assistimos ao espetáculo da Dani e também dançamos. Uma diversão só!

Agora sim, ao final do passeio, partimos para outra sala, em que há água, caipirinha e amendoins free para repor as energias. Nessa hora, também é possível comprar souvenires do projeto, ou ainda utilizar os banheiros.

Curiosidades sobre o Carnaval

Como disse acima, participar do Carnaval Experience foi aprender mais e mais sobre esse universo. Por isso, abaixo compilei algumas curiosidades:

– O carro alegórico tem a função de resumir o enredo.

– Há, em média, 600 pessoas entre um carro e outro e de 3 a 4 mil pessoas por escola em um desfile do do Grupo Especial;

– A montagem dos carros são feitas na seguinte ordem: uso de chassis de ônibus e/ou caminhão, ferro, eletricidade, madeira, esculturas, decoração e pós-produção.

– Uma escola do Grupo Especial precisa em média de 3 milhões para realizar um Carnaval.

– A ala das baianas é uma homenagem a Tia Ciata, uma das figuras influentes para o surgimento do samba carioca. Mãe de santo, no início do Carnaval, só desfilava nessa ala mulheres que eram da mesma religião e vestidas de branco.

– Em 2018, o Carnava movimentou R$ 15,2 milhões na economia do Rio;

Serviço

Carnaval Experiencie. Barracão da Grande Rio na Cidade do Samba. Rua Rivadávia Correa nº 60, na Gamboa, Zona Portuária. De segunda à sábado, às 11h e às 16h. Entrada: R$ 75 por pessoa.

***

Tem algum projeto que incentiva o feminismo e encoraja as mulheres? Me conta nos comentários! Vou adorar conhecer.

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Beijos,

Kari.

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7 In O que fazer no Rio/ Rio de Janeiro/ Sambas

Como conhecer as quadras da Portela e do Império Serrano, campeãs do Carnaval 2017

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Madureira está em festa! A Portela, que não vencia há 33 anos, e o Império Serrano ganharam o título do Grupo Especial e da Seria A, respectivamente. Foram duas apurações emocionantes e duas vitórias que mereciam ser comemoradas! E como foram 🙂 <3

Para ajudar quem quiser partilhar da alegria de portelenses e imperianos, esse post vai lhe ensinar a chegar no bairro que é um dos berços do samba carioca. Vamos lá?

Madureira

O bairro de Madureira fica na Zona Norte do Rio e chegar lá é relativamente fácil. Madureira é recheado de opções de transporte: ônibus, brt, trem. Você pode usar qualquer um dos três para chegar lá. Se quiser ir de metrô, basta pegar a linha 2, descer em Vicente de Carvalho e embarcar no BRT para Madureira.

As quadras

Quatro quarteirões separam as quadras do Império da Portela. Você pode ir de uma para outra a pé mesmo. Aproveite para conhecer mais do bairro e suas peculiaridades. O mercadão de Madureira fica do lado da quadra da Império Serrano, por exemplo.

Um pouco de história

A Portela foi fundada 1923 no bairro de Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. É a mais antiga escola de samba em atividade permanente e a única escola que participou de todos os desfiles de escolas de samba da cidade. Com a vitória de 2017, tem 22 títulos e a maior campeã do carnaval carioca.

Já o Império foi fundado em 1947 após uma desavença na antiga escola de samba Prazer da Serrinha. O Império Serrano nos brindou com os sambas como Aquarela Brasileira (1964) e Bumbum paticumbum Prugurundum (1982) e sua ala de compositores já tiveram nomes como  Silas de Oliveira, Mano Décio, Aniceto do Império, Dona Ivone Lara, Beto sem Braço, Aluísio Machado e Arlindo Cruz.

Se joga!

Sabendo o mínimo da história dessas duas grandes escolas e como chegar é só se jogar no samba! Afinal, a linguagem da dança  e da música são universais 🙂 

Tem alguma dúvida ou curiosidade sobre o Rio? Deixa nos comentários! Vamos conversar!

Beijos,

Kari.

Serviço

Quadra do Império Serrano. Avenida Ministro Edgard Romero, 114, Madureira.

Quadra da Portela. Rua Clara Nunes, 81, Oswaldo Cruz.

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10 rodas de samba para conhecer no Rio

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O Rio de Janeiro é a cara do samba. E o que não falta são opções de rodas de samba das boas para você conhecer por aqui. Da Zona Sul à Zona Norte, Da Zona Oeste ao Centro, a Cidade Maravilhosa está recheada de opção para remexermos nossos corpinhos.

Pensando nisso, tenho uma dica muito especial para você. Eu e as meninas do De Viagem em Viagem (aproveita e segue a gente no Facebook e Instagram)  estamos lançando o e-book TOP 100 do Rio de Janeiro. O livro digital traz um porção de dicas sobre trilhas, praias, passeios ao ar livre, museus, entre outros. E minha contribuição para este lindo projeto foi as top 10 rodas de samba que você deve conhecer. <3 Sério, tá incrível!

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Maaaas… Calma, calma! Que a melhor parte vem agora… Para você ter acesso a essas dicas super bacanas, não é preciso pagar nada. O e-book é GRATUITO e pode ser baixado neste link aqui.

O que você tá esperando para baixar??? Baixa logo e aproveite!

Ah, depois de ler nossas dicas, não esquece de voltar aqui e me contar o que achou!

*Foto do alto: Cris Valente/Divulgação

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Beijos,

Kari.

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Roteiro da Boemia Carioca #2: Beco do Rato

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[Leia o post ouvindo Nascente da Paz – Fundo de Quintal]

O “Roteiro da Boemia Carioca” de hoje vai falar de um reduto do bom samba. E é justamente por ser do samba que muita gente que curte outros ritmos musicais talvez nunca tenha ouvido falar de lá. Eu mesma conheci faz pouco tempo e fiquei completamente encantada com o local. Adivinha de onde to falando? Tchan, tchan, tchan!!! É claro que é do Beco do Rato.

Beco do Rato: Uma ótima opção para quem quer curtir um bom samba

Beco do Rato: Uma ótima opção para quem quer curtir um bom samba Foto: Karilayn Areias

Localizado na Rua Joaquim Silva, na Lapa, o bar abriu em 2005 e de lá pra cá é só sucesso. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o cuidado com a decoração. Tem quadros de famosos sambistas “espalhados” cuidadosamente por todos os lados. Também há fotos, uns mini-postes no salão,  o nome de sambistas e compositores cravados na mesa e uma enorme estátua de São Jorge. O dono da casa, seu Márcio Pacheco, responsável também pelo Samba Luzia, é filho de Ogum e por isso a bela homenagem ao santo.  

A programação do local é muito variada. Às terças, a partir das 19h, acontece as “Terças Desamplificadas” que traz uma roda de samba e o espaço para novos compositores mostrarem seus trabalhos e perpetuarem o ritmo que é a cara do Rio. Quinta-feira lá é dia de mais samba, desta vez com a roda sendo comandada por Mosquito e Inácio Rios. Já as sextas, é dia de voz é violão com Bruno Garcia, a partir das 18h.

 

Para comer, tem diversas iguarias. Eu recomendo o sanduíche de linguiça mineira com queijo (lingüiça mineira with cheese sandwich) ou os pastéis que são uma delícia. Quem curte uma cervejinha e um bom samba, não pode deixar de conhecer esse cantinho tão especial do Rio.

Serviço

Beco do Rato. Rua Joaquim Silva, n° 11, Lapa.

 

***

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Beijos,

Kari.

 

 

 



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Roteiro da Boemia Carioca #1: Quadra da Mangueira

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[Leia este post ouvindo “A menina dos olhos de Oyá – Mangueira 2016”]

Quadra da Mangueira

Quadra da Estação Primeira de Mangueira lotada Foto: Reprodução Facebook

Com uma vasta programação de samba, na minha humilde opinião a qualidade “de Cidade Maravilhosa” atribuída ao Rio de Janeiro em boa parte se deve a isso. Berço do ritmo, o que não falta por aqui são rodas de samba com muito batuque, gente bonita, cerveja gelada e muita diversão, com o perdão do clichê. E por ser assim, eu, uma admiradora nata do Rio, resolvi homenagear essa boemia toda fazendo a série “Roteiro da Boemia Carioca”, na qual compartilharei com vocês rodas de sambas conhecidíssimas e outras nem tanto assim, para o conhecimento e diversão de todos.

Para dá o ponta pé inicial da nova série, começarei pela quadra da escola Estação Primeira de Mangueira. Fundada em 1928, a Mangueira é uma das mais tradicionais escolas do Rio. Para quem é carioca ou conhece um pouco de carnaval isso não é novidade. Mas ir a quadra da escola talvez seja. Muitos tem medo de ir lá por ela ficar aos pés do Morro da Mangueira, porém, fui e achei muito tranquilo. Tinha policiamento e todo mundo só queria festejar.

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No ritmo do Carnaval 2016. Me sentindo a passista, hehehe

A infraestrutura da quadra me chamou muita atenção. Limpa, colorida, ampla, e arejada (eles tem um teto retrátil :O ), essas características com certeza trazem um conforto a mais para o folião. Sem falar na energia. Perdi as contas de quantas vezes fiquei arrepiada com o som da bateria Surdo Um (esse é o apelido da bateria deles :P).

A escola também tem uma lojinha de suvenir que vende vários objetos com tema próprio: camisas, copos, chaveiros, chapéus, e até apetrechos para cabeça (esse da foto acima comprei lá).  A entrada custou R$ 30, mas o valor do ingresso varia de acordo com o evento. Portanto é sempre bom verificar o preço antes de ir.

Se me pedirem para resumir a quadra da Mangueira em uma palavra seria: Energia. Tudo nela, desde as cores até as pessoas, te fazem sentir viva e ter mais vontade de sair sambando por aí. Apesar de ser uma Portelense convicta, não posso deixar de admitir que meu coração ficou encantado pela Mangueira.

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Da direita para esquerda: Fachada da quadra da Mangueira, apresentação de um grupo formado só por mulheres, curtindo um sambinha, teto retrátil.

Como chegar?

Quadra da Estação Primeira de Mangueira: Rua Visconde de Niterói, 1072.

Melhor opção: Táxi. Se você não sabe onde fica, vai beber ou não quer se preocupar em achar uma vaga, vá por mim, vá de táxi.

De ônibus: As linhas 711 (Rio Comprido – Rocha Miranda) e 371 (Praça Seca – Praça da República), antiga 284,  passam em frente a quadra e podem ser uma opção para quem deseja economizar.

Carro: Não aconselho, pois fica lotado e fica bem complicado de achar uma vaga para estacionar. Sem falar, que samba geralmente é um local com bastante opção de bebidas. Então lembre-se: se for dirigir, não beba.

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Kari.

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