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Rio de Janeiro

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Carnaval Experience: aprendendo mais sobre o samba

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O Carnaval acontece durante todo o ano. Quem nunca ouviu falar disso? Recentemente, tive a certeza de que para vermos o maior espetáculo da Terra, realmente o trabalho de milhares de pessoas envolvidos nessa indústria não acaba com o anúncio da campeã. Sempre acompanhei Carnaval. Sou daquelas que levanta de madrugada para assistir aos desfiles, que aprende os sambas das escolas que simpatizo, que acompanha a apuração, que estuda a história do samba e acompanha sua evolução. Mas, mesmo assim, é sempre fascinante descobrir como funciona uma agremiação por dentro.

Vivenciei essa experiência através do Tour Carnaval Experience, uma visitação pelo barracão da Grande Rio, a escola mais nova do Grupo Especial, já que tem apenas 39 anos. Mas, o que tem de caçulinha, ela tem de genial. Para começar, o tour tem a renda revertida para o projeto Pimpolhos da Grande Rio, uma escola de samba mirim e ONG que tem o objetivo de promover a inclusão social e educar através da arte, da cultura e do carnaval.

O motivo do tour é nobre. E o que você vai aprender nele também é. Afinal, tô para ver algo tão genial quanto o samba e o Carnaval.

Um mergulho no mundo do samba

O tour começa pelo barracão. No dia em que fomos, ele estava cinza, minguadinho, já que os carros alegóricos ainda eram apenas estruturas. Como bem nos lembrou a nossa guia Cíntia (ou @eu.king) “o barracão é vivo e a todo tempo se transforma”. “Um dia você chega aqui e não tem nada, no outro tá todo colorido”, diz. 

Ela nos conta sobre como acontece a montagem dos carros, fala do aprendizado que temos com os amazonenses que participam do Festival de Parentins e que vem para o Rio de Janeiro para nos ajudar na criação e direção das alegorias. “Eles são bem mais evoluídos que a gente. Como lá são apenas dois competidores, eles acabaram se aperfeiçoando mais nesse quesito e, hoje nos ensinam o conhecimento que adquiriram”, comenta.

Depois subimos para o ateliê. Lá conferirmos uma linha do tempo em que passamos ter a noção de com é feito o cronograma de preparação até o grande dia. Também vemos mais fantasias, como as que foram usadas pela Xuxa, no desfile de 2018 em homenagem a Ivete, e a da Suzana Vieira, na época da novela “Senhora do Destino”. 

Em seguida, somos levadas a uma sala. Toda decorada com a trajetória do ritmo e do Carnaval, nas paredes vemos do Festival Europeu até os moldes do que se tornou essa festa. Também conferimos retratos de Tia Ciata e outros grandes nomes da música brasileira.

Somos apresentadas a dois vídeos, que ilustram, agora através do audiovisual, mais do Carnaval e do projeto Carnaval Experience. Por fim, somos contempladas com mais explicações da King sobre como essa festa evoluiu.

Por fim? Que nada!

Quando a gente pensava que tinha acabado o tour é que veio a surpresa. Fomos levadas para mais um sala com diversas fantasias. Vestimos as peças até que entra a passista Dany Moneríssima, eleita a melhor passista feminina do Estandarte de Ouro, premiação feita pelo jornal O Globo. Assistimos ao espetáculo da Dani e também dançamos. Uma diversão só!

Agora sim, ao final do passeio, partimos para outra sala, em que há água, caipirinha e amendoins free para repor as energias. Nessa hora, também é possível comprar souvenires do projeto, ou ainda utilizar os banheiros.

Curiosidades sobre o Carnaval

Como disse acima, participar do Carnaval Experience foi aprender mais e mais sobre esse universo. Por isso, abaixo compilei algumas curiosidades:

– O carro alegórico tem a função de resumir o enredo.

– Há, em média, 600 pessoas entre um carro e outro e de 3 a 4 mil pessoas por escola em um desfile do do Grupo Especial;

– A montagem dos carros são feitas na seguinte ordem: uso de chassis de ônibus e/ou caminhão, ferro, eletricidade, madeira, esculturas, decoração e pós-produção.

– Uma escola do Grupo Especial precisa em média de 3 milhões para realizar um Carnaval.

– A ala das baianas é uma homenagem a Tia Ciata, uma das figuras influentes para o surgimento do samba carioca. Mãe de santo, no início do Carnaval, só desfilava nessa ala mulheres que eram da mesma religião e vestidas de branco.

– Em 2018, o Carnava movimentou R$ 15,2 milhões na economia do Rio;

Serviço

Carnaval Experiencie. Barracão da Grande Rio na Cidade do Samba. Rua Rivadávia Correa nº 60, na Gamboa, Zona Portuária. De segunda à sábado, às 11h e às 16h. Entrada: R$ 75 por pessoa.

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Kari.

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Parque das Ruínas: um passeio bacana em Santa Teresa, no RJ

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Um lugar com uma vista incrível, mas que poucos cariocas e turistas ouvem falar. Assim, resumo o Parque das Ruínas, em Santa Teresa, um dos bairros mais boêmios do Rio.

Quem quer um programa baratinho, já que a entrada no parque é gratuita, aliado a uma paisagem diferente do Rio lá é o lugar. Lá de cima é possível ver o Centro e a Zona Sul. Ou seja, você verá a Catedral do Rio, o Aeroporto Santos Dumont, a Marina da Glória e o Pão de Açúcar. Recomendo fortemente a levar a câmera fotográfica e se esbaldar de tirar tanto foto. Sério, vale a pena! 

paisagem paisagemmulher

Quem quiser, também pode aproveitar para dar uma olhada na programação do parque, já que aos fins de semana, geralmente, há apresentações, além de dar uma passado no Centro Cultural que tem lá dentro.

Dica extra: Depois de passear pelo Parque das Ruínas de um pulo no Museu da Chácara do Céu e depois passeie pelo bairro de Santa Teresa. Vale também sentar em uma boteco e beber aquela cerveja gelada!

Dica 2: No primeiro sábado de cada mês, acontece a Feira do Lavradio, na Lapa. Fica a dica de um dobradinha cultural.

História

O Parque das Ruínas foi a casa de Laurinda Santos Lobo, uma milionária da Belle Époque carioca. Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas no local, que hoje é um dos mais belos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire e casa de trabalhos experimentais de artes plásticas. 

Serviço:

Parque das Ruínas. Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa. De terça a domingo, das 8h às 18h.

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Sexta edição do Mondial de la Bière Rio acontece entre os dias 5 e 9 de setembro

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A sexta edição do Mondial de la Bière Rio está chegando! O festival de cervejas responsável por reunir fabricantes, distribuidores e importadores de cervejas artesanais e premium, acontecerá entre os dias 5 e 9 deste mês, no Pier Mauá.

O público que for ao evento poderá conferir mais de 160 cervejarias, totalizando cerca de 1.500 rótulos, além de food trucks. Entre os expositores estão as marcas Kremer, Matisse, Primata, Show de Bola, entre outras.

A programação do festival também terá a apresentação de 30 bandas, dos mais variados estilos, como folk, jazz, reggae, rock e irlandesa. Os shows acontecerão em dois palcos externos, com vista para a Baía de Guanabara.

Já os expositores do evento poderão participar do MBeer Contest Brazil, um concurso para eleger as melhores cervejas expostas no festival. A escolha será feita por jurados nacionais e internacionais. O público também poderá escolher as suas preferidas através do MBeer Contest Público.

Os ingressos para Mondial de la Bière Rio custam R$ 120 (inteira) e R$ 66 (meia). Quem não tiver carteirinha de estudante, pode comprar meia levando 1 kg de alimento não perecível (entrada cervejeiro solidário). Os clientes Visa Infinite e Visa Platinum tem 30% desconto.  A entrada pode ser adquirida no site do evento ou nos pontos de venda.

Serviço:

Mondial de la Bière Rio. Píer Mauá, Armazéns 2, 3 e 4 | Av. Rodrigues Alves, n° 10, Saúde, Rio de Janeiro. De 5 a 9 de setembro. Horários: Quarta e quinta das 16h à 00h; sexta e sábado das 14h à 00h; e domingo das 14h às 21h. Ingressos vendidos pelo site www.mondialdelabiererio.com

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Fazenda Cachoeira Grande: um pedaço da nossa história em Vassouras (RJ)

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Viajar faz a gente conhecer mais da nossa história. Essa frase faz todo o sentido quando se trata da visita à Fazenda Cachoeira Grande, em Vassouras, município do Sul Fluminense do Rio. Dada como dote a Francisco José Teixeira Leite, o Barão de Vassouras, ao casar-se com sua prima, Maria Esméria Leite Ribeiro, em 1820, visitá-la é descobrir histórias vividas em nosso período colonial, e ao ouvi-las, consequentemente, entendemos mais sobre o funcionamento e formações culturais do Brasil.

A visitação começa em um grande galpão, que fica ao lado de um belo lago, de águas calmas. Nele, fomos recebidos por Ricardo Caffarelli, um dos administradores da fazenda. Ricardo nos explica como funciona a visitação e passa a palavra a Jorge, seu padrasto e grande conhecedor da história da Cachoeira Grande. 

Grupo reunido no início da visitação. Fotos: Leonardo Castelo Branco

Jorge nos conta que a fazenda entrou em um período de declínio após a abolição da escravatura. “Os escravos ganharam a liberdade, mas não foram qualificados para ocupar os postos de trabalho de forma remunerada. Naquela época não se tinha a visão de que se deveria pagar por um serviço. Já os fazendeiros perderam sua mão de obra e se viram em maus lençóis, com um grande problema financeiro”, conta.

Na época, os proprietários da Cachoeira Grande chegaram a receber a Princesa Isabel e o Conde D’Eu para um jantar, na tentativa de convencê-los a não liberarem a abolição. A recepção foi em vão, e a abolição da escravatura foi concedida em 1888 . “Houve um cunho político. A abolição aconteceu em um momento que São Paulo estava recebendo imigrantes italianos. Mas, o Rio não tinha essa cultura, dependia da mão de obra escrava. Com isso, os fazendeiros quebraram e Vassouras perdeu seu potencial econômico”, complementa Jorge. Na visita é possível ver o cardápio do jantar.

Renascimento: da crise a abertura para o turismo

Com a crise, os Teixeira Leite não conseguiram mais manter a fazenda, que acabou passando para outros donos, que não tiveram sucesso em sua administração. A redenção veio em 1987, quando a Cachoeira Grande foi adquirida pelo empresário e colecionador de arte Francesco Vergara Caffarelli. Ao lado da esposa, Núbia, eles restauraram e decoraram a casa e deram vida ao local.

Posteriormente, a fazenda teve suas portas abertas aos turistas interessados na história da região do Vale do Paraíba fluminense.

A visita

Depois da explicação do Jorge é a hora de caminhar pela propriedade. A primeira parada é no lago. Depois seguimos para o ‘Mirante do Barão’, nome dado pelo Jorge, para observamos as ruínas da ‘fábrica de café’. Lá do alto, também observamos a imensidão do lugar e a natureza, que realmente impressionam.

Uma curiosidade sobre a Fazenda Cachoeira Grande que não posso deixar de contar é que em meio as ruínas há o que restou de uma fábrica de arroz, pois durante o declínio do café os proprietários partiram para produção de outros produtos. Essa fábrica é composta por dois pilões onde o arroz era batido e a engrenagem era movida pela água, uma revolução tecnológica para a época.

No centro, ruínas da fábrica de arroz. Ao redor, ficava o local onde o café era lavado

Subida para a casa principal

E por falar em revolução tecnológica, dentro da casa conhecemos mais curiosidades, como o espelho que é virado para a porta sob a alegação de que espanta as energias negativas. Outro ponto interessante é como a casa fica em uma posição estratégica da propriedade: de suas janelas é possível ver quem está chegando, assim como o Mirante do Barão que permitia que o fazendeiro observasse toda a movimentação da produção de café.

Já na cozinha conhecemos um mobiliário original. Nele, eram guardados os cereais que garantiam a alimentação dos moradores do casarão. Também somos alertados do porque o armário tem sete portas: cada uma guarda a louça que é servida a cada dia da semana. A particularidade nos lembra algo que era fundamental para aquela época: quantos mais posses, mais a família demostrava para Corte Portuguesa que era rica e poderosa. 

Sala de estar: janelas estão posicionadas para ver quem chega na Fazenda

Quarto de hóspedes: cômodo era propositalmente pequeno, ideia era não deixar visita confortável para ela não querer ficar mais tempo

Jorge nos mostra o armário original. Arca servia para guardar os mantimentos

Ciclo do Café: Vassouras viveu o ápice da sua economia durante o período, chegando a ser a maior produtora de café no Estado do Rio

Jorge também nos revela o motivo dos quartos de hóspedes serem pequenos: “Não era legal dar um quarto confortável. A pessoa já demorava muito na viagem, se encontrasse algo muito bom, corria o risco de não ir embora”, pensavam.

O passeio termina com um lanche regado a pão de queijo, bolos, sucos e claro, café.

Museu de Carros

A Fazenda tem ainda um espaço dedicado a carros antigos. A visitação, que custa R$ 25 e é paga a parte, é guiada pelo Ricardo. Durante a passeio, conferimos desde carroças a carros mais robustos, como o Cadilac, e descobrimos muitas curiosidades sobre esse universo.

Como curiosidade: os carros são tão bem conservados, que alguns foram alugados pela Rede Globo para serem utilizados na novela ‘Orgulho e Paixão’. 

Como chegar

Vindo pela pela Dutra, entre logo após o primeiro pedágio na saída indicando Paracambi-Mendes-Vassouras. Após Mendes, segui pela RJ-127 até o KM 43, entrada para a fazenda (há uma placa do lado esquerdo com nome da fazenda). Siga pela estrada de asfalto.

Em um determinado  momento, a estrada de asfalto vira de paralelepípedo, mas continue em frente que você chegará no portão da fazenda. Haverá um interfone para se identificar. Depois é só seguir nessa mesma estrada até o segundo portão e estacionar o carro, pois a visita começa em um grande galpão no lado esquerdo do lago.

Se por acaso, você passar da entrada, basta fazer o contorno no trevo à frente.

Cuidado com o Waze

Acreditem se quiser, mas mesmo recebendo as indicações de como chegar, conseguimos nos perder. Ao sairmos Rio, fomos direto para o Centro de Vassouras. De lá para a fazenda tivemos a péssima ideia de nos guiarmos pelo Waze. Digo péssima, pois as vezes o aplicativo te apresenta a rota mais rápida, sem considerar outros fatores, como segurança, por exemplo.

E foi exatamente o que aconteceu conosco. Ao invés de irmos pelo caminho que descrevi acima, acabamos indo pela rota alternativa que o Waze nos deu. No caso, essa rota alternativa começava com uma ladeira que desembocava em uma pista que só passava um veículo por vez dentro de uma mini-favela.

Se isso já na bastasse, a pista de asfalto virava uma estrada de barro no alto de um morro, cujo podíamos ver a RJ-127 lá embaixo, sem proteção alguma… Por fim, o caminho que já era estreito ficava mais apertado ainda. Foi quando nos deparamos com um caminhão e tivemos que voltar de ré. Ufa!

Rota alternativa que o Waze nos deu. Há um caminho bem mais fácil

 

No fim, o caminho realmente dá na fazenda, mas porque fazer um caminho tão complicado se existe um bem mais fácil, não é mesmo? Por isso, quando for usar o Waze tente estudar o percurso antes e pergunte a um local se o caminho que você fará é o melhor.

 

Serviço: Endereço: Estrada RJ 127, km 43. Telefone:  (21) 99911-4339 ou (24) 99285-4689. Site: http://www.fazendacachoeiragrande.com.br E-mail: contato@fazendacachoeiragrande.com.br Horário de funcionamento: É necessário agendar visita.

 

*O blog foi conhecer o destino a convite da administração da Fazenda Cachoeira Grande. Entretanto, o texto reflete a opinião do autor. Para dúvidas sobre parcerias, consulte nossas políticas editoriais.
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Kari.

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Festa do Tomate: dicas para aproveitar o melhor da festa

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O estado do Rio tem muitos encantos, e entre eles estão os festivais. Todo feriado de Corpus Christis, a pacata Paty dos Alferes recebe a Festa do Tomate, um evento que movimenta a economia local e reúne diversas atrações para os mais variados públicos.

Para vocês terem uma ideia de como o festival é eclético, em 2018, o Festival do Tomate teve entre as suas atrações nomes como Dilsinho (pagode), Jorge e Mateus (sertanejo) e Dennis DJ (funk). Além do lado musical, o evento conta ainda com barraquinhas de comidas e bebidas, um parque de diversão, exposição de animais e tomates.

Como esse blog tem o intuito de compartilhas dicas, reuni algumas coisas que gostaria de saber antes de ter ido. Confere só:

Se prepare para o frio

Não se engane! Não é porque a cidade do Rio de Janeiro é conhecida pelas altas temperaturas, que o estado do Rio não tem cidades com clima mais ameno. Pelo contrário… O Estado do Rio tem cidades com o clima bem agradável e Paty do Alferes é uma delas.

A noite, em Paty faz muito frio, então vá bem agasalhado para o festival. E quando falo bem agasalhada, digo para ir com tudo que tem direito: calça, bota, casaco, cachecol. Não menospreze o frio de Paty e se você for friorento, leve peças que sabe que dará conta do frio que sente. 

Vá com um sapato confortável

O Festival é feito em um campo aberto e com chão de terra. Por isso, sapatos de salto e não confortáveis devem ficar de fora da sua mala. Opte por botas confortáveis e/ou tênis. Com certeza, essa é a melhor opção!

Experimentar as cachaças e licores

Com uma variedade enorme de barraquinhas, aproveite para experimentar as cachaças e licores dos produtores locais. Além de saborosas, você ainda consegue espantar o frio.  

 

 

Curta os shows

Como o nome já diz você estará em um festival! Então, aproveite! Curta muito, dance, cante, grave aquele Stories. O importante aqui é aproveitar o momento 🙂

Planeje o quanto você vai gastar

A preocupação com orçamento precisa ser algo que o viajante deve levar em conta. Afinal, ninguém quer viajar para ficar endividado, certo? O Festival do Tomate não é um evento caro, mas exige planejamento financeiro como qualquer outra atividade que você pretende fazer.

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Rio e turismo: como ter um olhar mais positivo sobre a cidade?

Pessoas conversando
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Em um momento de crise é complicado olhar o lado bom de uma situação. Como ser otimista se parece que o universo está conspirando contra nós? O Rio — e o Brasil — vive um momento de crise e muitas vezes ouço pessoas reclamando e reclamando, até que me questionei: ‘O que estamos fazendo para mudar?’

LEIA MAIS: Como e por que ser turista na própria cidade?

Detesto só reclamar de uma situação. Para mim, problemas existem para serem resolvidos e se você não está satisfeito com algo MUDE. Pensando dessa forma, durante a viagem por Brumadinho, conversando com os participantes que moravam no Rio, surgiu a ideia de fazermos uma roda de conversa sobre a cidade. Na ocasião, o governo tinha acabado de anunciar a intervenção federal, e tínhamos (quem estava na viagem) em comum a insatisfação sobre os rumos que a cidade vinha tomando.

Depois de algumas desistências e de muito pensar em como realizar isso, sobrou eu e Mari (do Mariana Viaja) e a ideia de falarmos sobre como o turismo poderia nos ajudar a ter um olhar mais positivo pela cidade. Um desafio e tanto, né? 

Pessoas posam para foto

Participantes da roda de conversa ‘Rio, eu gosto tanto de você’

 

Como falei acima, em um momento de crise, quem é que quer falar sobre coisas boas? É humano olhar para o lado negativo. Mas, nessas horas é preciso ativar o lado racional do cérebro e também saber enxergar as oportunidades. Um vez li que enquanto uns reclamam da crise outros fazem acontecer, já que esse momento pode ser uma possibilidade de MUDANÇA. Ouvi isso e guardei. E desde então, sempre que tô em um momento que não tá bacana, penso nisso: que preciso e posso fazer diferente.

A roda

A roda aconteceu nesse domingo (10), no Tupiniquim Hostel, em Botafogo. Além de mim e da Mari, contamos também com a participação da Gabriela Palma, idealizadora do projeto Sou + Carioca.

Mais do que querer apresentar soluções, tentamos explorar o lado positivo do Rio, sem glamorizarão e alienação. A ideia não era fechar os olhos para o que acontece de ruim. E sim, olhar por outro viés. Nós temos muitos problemas, mas também somos tão ricos. Temos tanta história, tanta cultura, temos um povo acolhedor e empático. E porque não valorizamos isso? 

Cristo Redentor

Cristo Redentor visto do terraço do Tupiniquim Hostel

 

Foi lindo vê cada participante da roda contando sua relação com o Rio e como eles contribuem ou contribuíram para uma cidade mais positiva. Rimos, debatemos, falamos do Rio Zona Sul, do Zona Norte, da Baixada, do Rio que somos e do que podemos ser… Minhas esperanças foram renovadas em ver tanta gente boa e determinada trabalhando para as coisas serem melhores. Então fica a lição, não desanime! Toda situação, por mais negativa que pareça, sempre tem um lado bom.

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Kari.

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‘Tour Doces Histórias’ | Entenda a história dos doces no Brasil

Doces
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Passear pelo Rio de Janeiro já é bacana. Passear pelo Rio, comer doces e aprender mais sobre a história dessas guloseimas é melhor ainda. Foi com essa sensação de coisa boa que participei do tour Doces Histórias, organizado pelo Sou+Carioca.

Já falei do pessoal da Sou+Carioca no post do passeio para a Pedra Bonita. Fica a dica caso você queira saber mais sobre o trabalho deles…

Mas, voltando aos doces. O tour apresenta a trajetória dos doces no Brasil e o cenário é as ruas do Centro do Rio, que respiram história. O passeio começa na Cinelândia. Lá a guia Raquel nos fez recomendações de segurança, como ter cuidado na hora de atravessar a rua, respeitar o tempo do grupo, ter cuidado com equipamentos fotográficos, etc, além de nos dar um panorama de como tudo começou. Nessa hora, ela nos falou sobre a importância do açúcar para o crescimento da colonia, sempre relacionado com a ideia da criação do doce.

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Em seguida, fomos rumo à Praça VX onde ouvimos curiosidades de como os doces se popularizaram. Segundo a Raquel, muitos dos doces que comemos hoje foram “inventados” no Convento do Carmo, que fica ao lado do Paço Imperial. Como o Convento precisava de dinheiro, os doces que os internos preparavam eram vendidos e acabaram se espalhando pela cidade.

Depois passamos pelo Beco dos Barbeiros e a Rua do Ouvidor, duas ruas super importantes.
Por fim, a hora mais doce. Visitamos as confeitarias Colombo, Itajaí, Cavé e Manon. Em cada parada, ouvimos mais sobre a história de cada uma. Era dado um tempo para quem quisesse entrar e provar os doces em cada confeitaria. O que você vai comer não está incluso no valor passeio.

LEIA MAIS: Manual de sobrevivência: Carnaval no Rio de Janeiro

Uma aula de história dos doces

Confeitaria Colombo

A Colombo é a representação perfeita da Belle Époque carioca, em que a moda era ser “francês”. Fundada em 1894 é a mais famosa confeitaria carioca. Recebeu clientes ilustres como Chiquinha Gonzaga, Machado de Asis, Lima Barreto, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Alberto I da Bélgica, Isabel II do Reino Unido, entre outros.

Atualmente, a Colombo tem quatro filiais: a do Centro, a mais antiga; a do forte de Copacabana; a do Aeroporto do Galeão; e a do Centro Cultural do Banco do Brasil. 

Doces da Confeitaria Colombo: pastel de nata e bomba de chocolate

Chefe confeiteiro da Colombo, Thiago Faro, conversa conosco sobre como é trabalhar em uma das mais tradicionais confeitarias do Rio. Segundo ele, em baixa temporada são produzidos cerca de 1.300 doces. Na alta temporada o número dobra. A filial do Centro abastece as demais filias

LEIA MAIS: Mirante no Rio: Parque Penhasco Dois Irmãos, no Leblon

Confeitaria Itajaí

Fundada por uma família alemã em 1932, a Itajaí fica na Rua Gonçalves Dias, no Centro do Rio. A confeitaria começou em um prédio estreito, mas se mudou para uma mais espaçosa na mesma rua. Ficou famosa pelas especialidades alemãs como strudels de maçã, bombas de chantilly, ghitas de amêndoas e diversos doces amanteigados. Alguns desses doces são servidos até hoje.

Raquel nos contando um pouco sobre a história da Itajaí

Casa Cavé

A Cavé é a confeitaria em funcionamento mais antiga do Rio. Fundada em 1860 pelo imigrante francês Auguste Charles Felix Cavé foi vendida para portugueses em 1922.

Ocupa os números 133 e 137 da rua Sete de Setembro. Destaque para o sorvete Dina Tereza (Creme, Chantilly e Fios de Ovos – R$ 22,50) feito em homenagem a cantora portuguesa. 

Fachada da Cavé

Confeitaria Manon

A Manon é a mais nova das confeitarias visitadas. Foi fundada em 1942. Em 1993, foi tombada pela Prefeitura do Rio como patrimônio histórico.

O salão da Manon é uma réplica do interior do navio português Cerpa Pinto. Ela também possui espelhos franceses e outros itens originais que nos remete ao passado. Tem como carro-chefe da Casa o doce Madrileñ: pão doce com creme e um toque de goiabada, salpicado com açúcar de confeiteiro. 

Salão da Confeitaria Manon

LEIA MAIS: Visita ao Real Gabinete Português de Leitura, no Centro do Rio

Curiosidades que aprendi no tour

– O açúcar ​era uma especiaria porque era de difícil acesso e caro;

– ​O Convento do Carmo já foi o maior prédio do Rio e a Igreja da Sé, que fica ao lado, já foi a Catedral do Rio;

– Junto com a descoberta do açúcar surgem ​também a canela, o cravo, entre outras especiarias;

– ​Os espanhóis conhecem o chocolate no México. Na ocasião, ele não se parecia com o que conhecemos hoje. Ele era uma bebida aguada que tinha uma função ritualística. Segundo a crença do povo mexicano, a bebida a base de cacau dava força aos guerreiros e fazia uma ligação com o divino;

– Os espanhóis conheceram a bebida através das mulheres das tribos mexicanas e, por conta disso, a bebida chegou na Europa como bebida para senhoras/mulheres, ganhando outro significado;

– ​O primeiro confeito de chocolate surge no Caribe francês e vai dar origem no chocolate que conhecemos hoje;

– O brigadeiro ganhou esse nome nas eleições de 1945. Na época, algumas mulheres vendiam o doce para arrecadar fundos para a campanha do candidato a presidência Eduardo Gomes. Ele usava o slogan “Vote no Brigadeiro que é bonito e solteiro” e esse fato acabou dado nome ao doce mais amado dos brasileiros.

 

*Foto do alto da matéria: Isabela Toscano/Beulasartes

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Mirante no Rio: Parque Penhasco Dois Irmãos, no Leblon

Parque Penhasco Dois Irmãos, no Rio de Janeiro
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O Rio de Janeiro é uma cidade recheada de mirantes e lugares para se apreciar uma bela vista. Como já dizia Tim Maia, do Leme ao Pontal não há nada igual no mundo! E a dica de hoje é um lugar que muitos cariocas nunca ouviram falar… Adivinha?

Escondidinho no Leblon, o Parque Municipal Penhasco Dois Irmãos é uma das joias raras guardadas no meia da selva de pedra. Criado em 1992, o local — que faz parte de uma área de preservação ambiental com 39,55 hectares — é bem conservado, limpo, e possuí seguranças que patrulham a área. Como é muito amplo pode ser um bom passeio para quem quer apreciar uma linda vista, se se exercitar ou fazer piquenique. 

Do Parque Penhasco Dois Irmãos é possível ver o Mirante do Leblon

Monumento em homenagem as vítimas do acidente com o voo 447, da Air France

O Parque Penhasco Dois Irmãos possuí quatro mirantes. Deles é possível avistar alguns dos mais importantes cartões-postais da cidade como a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Jardim Botânico, o Corcovado e as praias do Leblon e de Ipanema. Além disso, também há uma trilha de 1,5km de extensão que leva ao pé do Irmão Menor, que compõe o Morro Dois Irmãos.

Uma boa dica é ir de carro ou alugar um já que o local tem algumas subidas um pouco íngremes. Em cada mirante há espaço para estacionar o carro e apreciar a paisagem. O estacionamento é gratuito. Vale lembrar que dá para ir de transporte público, mas nesse caso, não se pode ter preguiça de andar! 

Local tem estacionamento gratuito em cada mirante

Área de preservação ambiental: fauna e flora que impressiona com sua beleza

Serviço:

Parque Penhasco Dois Irmãos, Rua Aperana, 178, Leblon. Aberto de terça a domingo, das 8h às 17h. Entrada franca.

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Kari.

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Turismo sustentável: a responsabilidade também é nossa!

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Um dia desses vi nas redes sociais uma foto que me chocou. A imagem mostra a vegetação de dunas em Ipanema que foi destruída durante o Carnaval no Rio de Janeiro. Segundo o fundador da grife Osklen, Oskar Metsavaht, que foi quem postou a foto no Instagram, a destruição aconteceu durante a passagens dos blocos pela região. Ainda de acordo com Oskar, a vegetação agora destruída era fruto de nove anos de trabalho de recuperação ambiental realizado por ele e pela equipe do Instituto-E.

LEIA MAIS: Manual de sobrevivência: Carnaval no Rio de Janeiro

O fato me fez lembrar de um outro incomodo durante o carnaval do Rio, e de outras capitais brasileiras: o lixo. Esse ano, a Comlurb encerrou a operação carnaval com recolhimento de mais de mil toneladas de lixo e 1,4 mil multas aplicadas por urinar em vias públicas e por descarte irregular de pequenos resíduos. Tudo isso no ano em que o Rio bateu recorde de turistas — foram quase 6 milhões de visitantes. Porém, quando o Carnaval acabou a prefeitura admitiu que chegou ao limite e que, por contas dos transtornos, vai reduzir a quantidade de blocos que desfilam pela cidade no ano que vem.

Que pular Carnaval é muito bom, isso a gente sabe. Que viajar e conhecer outro lugares também. Mas, aqui falo da nossa responsabilidade enquanto turistas. Ao mesmo tempo que temos que zelar pelo o que é nosso, pelo lugar em que vivemos, também temos que zelar pelo o que é dos outros.

LEIA MAIS: 5 aplicativos para ajudar você a se virar no Rio de Janeiro

Blocos desfilarem pela cidade não precisam ser sinônimo de destruição do meio ambiente, lixo e xixi na rua. Porém, para mudar esse cenário é preciso planejamento. Precisamos de mais banheiros, de mais lixeiras, de um rigor maior na autorização e planejamento dos percursos dos blocos.

Mas, de nada adianta o estado planejar uma super festa se nós (cada um de nós mesmo), não fizermos a nossa parte. É fácil apontar o dedo para o erro do outro. Mas, cadê a nossa responsabilidade em nos preocupar com um turismo sustentável e cobrar isso das autoridades? Será que estamos fazendo a nossa parte? Tirando pela foto acima, creio que não. 

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Kari.

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Dicas para curtir os blocos de rua no Rio de Janeiro

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O Carnaval do Rio é um dos mais famosos do Brasil. Seja pelos desfiles das escolas de samba, seja pelos blocos de rua, aqui tem espaço para todo mundo. Entretanto, vejo que algumas pessoas ainda possuem muitas dúvidas de como é o Carnaval de Rua do Rio. Sabendo disso, a intenção deste post é te ajudar a se programar e aproveitar da melhor forma possível a folia. 

LEIA MAIS: Manual de sobrevivência: Carnaval no Rio de Janeiro 

Aqui é Carnaval na cidade toda

No Rio, todos os lugares da cidade possuem blocos. Os mais famosos desfilam na Zona Sul, Centro e Zona Oeste. Pensando, nisso olhe a agenda de blocos e programa-se. Vale a pena se atentar também que muitos blocos divulgam o ponto de concentração e o horário no desfile em suas redes sociais. Por isso, é comum que o horário e local descrito em sites estejam errados. Logo, assim que decidir para qual bloco ir, dê uma olhada na página do Facebook ou no perfil do Instagram do bloco em questão para confirmar essas informações.

Diga não ao carro

A outra dica é sobre o transporte. Já que é carnaval na cidade toda, é comum que ruas estejam fechadas para a passagem do blocos. Logo, evite andar de carro, táxi, uber, ônibus. Já que você pode não conseguir descer onde deseja. Isso nos leva a próxima dica…

Ande de metrô

A melhor forma de se locomover no Carnaval do Rio é de metrô. Com ele, você consegue chegar nos principais blocos do Rio. Vale lembrar que nessa época do ano, ele funciona 24 horas. O que facilita bastante a nossa vida! 🙂

LEIA MAIS: Onde se hospedar no Rio de Janeiro?

Cuidado com seus pertences

Carnaval é sinônimo de folia. E a última coisa que a gente quer é se preocupar com algo. Por isso, já que você vai estar no meio da multidão, evite ir com objetos de valor (como cordões, relógios, etc), e guarde bem seus pertences. Uma boa dica é usar uma pochete estilosa ou ainda um doleira para guarda o dinheiro, documento e celular.

Conheço muitas pessoas que levam um celular velinho para caso aconteça algo  o prejuízo não ser grande.

Evite colocar o celular ou o dinheiro em bolsos que não sejam fechados para você não ser surpreendido com um furto.

Vale também colocar seus pertences em um saco plástico. É comum que em alguns blocos o pessoa jogue água dos trios para refrescar. Se você não quiser que seu celular leve um tibum é melhor embalar ele.

LEIA MAIS: 5 aplicativos para ajudar você a se virar no Rio de Janeiro

Hidratação é tudo

Beber é bom, maaaaas…. Não dê uma de principiante. Entre uma cerveja e outra, não esqueça de tomar água.  É bom para a saúde, para não sofrer de insolação e não ter ressaca no dia seguinte.

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Beijos,

Kari.

 

*Foto do abre da matéria: Divulgação| Alexandre Vidal | Riotur

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